30 ANOS de História e Modernidade
O ano de 2008 chega ao seu final e não ficará apenas marcado como o ano da grande crise econômica mundial, da eleição do primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América ou mesmo das olimpíadas de Pequim, mas o ano em que um dos principais palcos da pecuária nacional celebrou seus 30 anos, com extrema modernidade e ainda muitos desafios pela frente.
Localizado entre as Avenidas Paralela e Dorival Caymmi e possuindo área de 450.000m2, foi inaugurado no dia 30 de setembro de 1978, por ocasião da XIV edição da Exposição Nacional de Eqüídeos. Desde então, o melhor da pecuária baiana, nordestina, brasileira e mundial vem usufruindo e escrevendo a história deste templo que já abrigou e abriga várias exposições de muito renome, como FENAGRO, EXPORURAL e mesmo a já extinta e saudosa SEMANA BAIANA do CAVALO.
Com o crescimento dos grandes centros urbanos no Brasil, surgiu uma necessidade de tornar produtivas as áreas ociosas dos municípios. Como grande parte dos parques de exposições é utilizada apenas durante o período das exposições, estes vêm sofrendo pressão política e imobiliária para se adaptarem à realidade de Espaço Urbano de Múltiplas Funções. Sendo assim, quanto mais funções o espaço oferecer para a sociedade, mais moderno será.
Dentre os parques brasileiros, o da capital baiana é um dos que apresentam uma estrutura física bastante polivalente, com construções que permitem adaptações para as mais variadas formas de exposições e atividades. A construção disposta em pavilhões onde normalmente ficam alojados os bovinos e grande parte das baias móveis dos eqüídeos pode ser perfeitamente aproveitada para os mais diferentes fins. Adaptações na pista de julgamento também podem ser feitas para que atividades esportivas e recreativas sejam realizadas durante o ano, tornando-se assim uma ferramenta social urbana de muita importância para o desenvolvimento da cidade. Como exemplo, pode ser citado o já tradicional Festival de Verão de Salvador.
Um dos grandes desafios para a formatação de modernos parques de exposições reside na confrontação entre a múltipla exploração do espaço com o bem estar animal. Esta é uma tendência mundial e que deve ser observada com muito cuidado, até mesmo pelos parques que já foram moldados com instalações multifuncionais, como é o caso específico de Salvador. A cada ano novas tendências e exigências surgem no mundo com o intuito de preservar ao máximo a zona de conforto dos animais.
No alto dos seus 30 anos, o parque de exposições de Salvador nos mostra que um projeto bem sucedido pode atravessar décadas adaptando-se às mudanças da sociedade com pequenos ajustes, tornando-se, em apenas três décadas, um importante espaço econômico, social e histórico na vida não só dos soteropolitanos, mas também no histórico pessoal e profissional deste pernambucano que o freqüenta desde 1993 e que teve a honra de iniciar sua trajetória nos julgamentos da raça Campolina, quando no ano de 2004.
PARABÉNS!

(Foto aérea do Parque de Exposições de Salvador)
Jorge Eduardo Cavalcante Lucena
Zootecnista CRMV 392/Z-PE
Professor de Equideocultura e Parques, Exposições e Legislação Rural da UFRPE/Garanhuns
Árbitro da ABCCCampolina




